
Quando temos muito tempo, quando temos tardes livres, em que estamos sozinhos, em que os únicos ruídos são a máquina de lavar roupa, a televisão e as pessoas na rua (parecem muitos sons, mas não os mais importantes) paramos para pensar...
Fazemos balanços, pensamos nas nossas experiências, nas nossas opções, e é assim que vamos organizando as nossas vivências...
Foi assim hoje, estava sentada no sofá, com a minha velinha de Natal acesa, com o incenso a queimar quando comecei a pensar numa decisão que tomei há mais de um ano atrás...
Uma decisão muito pensada, muito organizada que poderia ser perfeitamente tomada numa tarde como esta, a decisão de dar um passo à frente... Um passo à frente, que me levaria a mudar para 300 Km de distância da minha casa, de amigos, das rotinas diárias, do conforto de ter a «papinha» quase toda feita e partir para uma experiência nova, completamente diferente de tudo que tinha vivido até hoje.
Esse passo era fortemente motivado por vigorosas razões... E quais são as razões mais fortes se não as do coração? O amor, a amizade, a partilha que nos faz arriscar e não temer um futuro desconhecido...
E foi assim que em Janeiro de 2007 comecei uma vida diferente, totalmente por minha conta... Nestes onze meses que passaram só posso dizer que adorei...
Adorei a construção, o aperfeiçoamento que pudémos fazer na nossa relação, hoje sabemos o verdadeiro significado de estar lá para o bem e para o mal, o significado de estar lá sem estar.
Adorei o crescimento pessoal que sinto que fiz, aprendi a dar valor a coisas pequenas, conquistadas com sacrifício...
Adorei a experiência profissional... Levo comigo a recordação de um excelente sítio de trabalho, colegas fabulosos a quem devo muito, sei que não esquecerei os tempos que passei aqui e apesar da distância cada vez apertar mais, sinto uma certa nostalgia por estar quase a ter de partir...
Desta experiência posso tirar que vale a pena arriscar, que mudar é sempre uma boa opção porque faz-nos crescer, torna-nos melhores!
Por tudo isto, bendita tempestade cerebral que me fez um dia decidir vir para Lisboa!
P.s. Peço desculpa se nem todos os passos desta história são perceptíveis mas isto é apenas um momento de reflexão, por isso é natural que tenha períodos «enublados»...
1 comentário:
Ainda vais virar escritora... eh eh
Era giruh...
E porque crescer faz bem...
Ha que aprender a ser feliz com isso..
Enviar um comentário